Pina Bausch

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Morreu hoje.
Ao contrário da do Michael Jackson, esta morte deixa-me diferente.

A primeira vez que a vi, há muito tempo, fiquei impressionadíssima. Era o espectáculo mais original, mais surpreendente, mais consistente que alguma vez tinha assistido. Nunca me esqueci de uma fulana loira, grandalhona, com um vestido às flores e umas luvas de lavar loiça cor-de-rosa que a meio do espectáculo gritou com um metálico sotaque alemão: IN-TER-VÁ-LÓ! Ninguém percebeu. E ela repetiu: IN-TER-VÁ-LÓ! Só então percebemos e saímos para fumar com um sorriso de menino pequenino.

Agora, Pina Bausch, está no intervalo grande.

Facebook e outras vidas

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Tenho andado mais pelas bandas do Facebook do que por aqui.
E postar a mesma coisa duas vezes é muito aborrecido.

Num pequeno apanhado:

A morte do Michael Jackson não me aquece nem me arrefece. Aborrece. Agora, qualquer canal de televisão, qualquer jornal ou blog está "relleno" de parafernália do Gecko. Não há paciência. Confesso que nem nos oitentas eu gostava do tipo: achava aquilo uma pimpineira plástica e os ginchinhos enervavam-me. Depois, com o andar da carruagem, só a mutação do homem me despertava interesse. Mórbido, diga-se. Agora que morreu, vai-se falar muito outra vez das suas bizarrias, das plásticas, dos medicamentos, nada que adiante à humanidade, um freak show a arrastar pela lama. Isso sim é triste.

Aproximam-se os meus anos e estou a entrar na depressão habitual. Mas agora não vou por aí. É amanhã e, no dia seguinte o sol nascerá mais grandioso.

Após quarenta anos de resistência violenta (e virulenta), comprei umas sandálias, pornográficas, que revelam o que eu acho que a natureza crou por engano. Estou aqui na dúvida se hei-de tirar uma foto e mostrar ao mundo mas acho que isso já é exibicionismo. Vê quem pode. Não consegui, no entanto, dar mais um passo nas minhas contradições e comprar as ditas em versão salto alto (e compensado). É demais. Experimentei dezenas e senti-me sempre uma Carmen Miranda em versão matacão. Mas como já cuspi tanto para o ar e tudo me caiu em cima, quiçá um dia me veja empoleirada numas coisas de cortiça, aberrantes, e até ache bem.

Os meus filhos aderiram ao basket e estão a gostar. O pai está radiante qual treinador de trazer por casa e eu faço de motorista e massagista. Ontem foram jogar ao Algés e Dafundo (onde aprendi a nadar) e usaram os seus equipamentos novos. Estavam lindos e encheram mães e pais de alegria quando soubemos que o patrocinador da nossa equipa é o Teatro da Garagem. Não, não é um hipermercado, não são materiais de construção ou umaoperadora de telecomunicações! É o Teatro da Garagem! Isto sim, é nível.
Assim, o Nacional (que é bom) - Clube Nacional de Natação - nos seus 90 anos de história, está a a reacordar a sua tradição do Basket e parece que temos futuro. Ao professor Pedro e à Teresa (seccionista), um garnde obrigada!

Artista X

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O meu-mai-novo, o X, tem veia de artista.
E eu babo, babo e incho como um sapo.

Vejam, caros leitores, um retrato meu, do meu X, aos 6 anos:

Exmºs Senhores

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Serve a presente para pedir desculpa aos frequentadores deste mui humilde blog pela ausência de notícias.
Façam o favor de encarar este vazio como um interlúdio. Se quiserem pensar nalguma música interessante até onseguem que seja um interlúdio musical.

O programa seguirá dentro de momentos.

O primeiro do ano

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Já saiu o meu primeiro livro deste ano. Podem vê-lo aqui. Estão vários em banho-maria e eu a precisar de ir a banhos...

25 DE ABRIL SEMPRE!

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Pernas para que te quero

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in "mu - mundo universitário"

Kirikirikirikiriki

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Os Homens da Luta vão candidatar-se às autárquicas para a CML...

Dá-lhe Falâncio! :)


Ódio de estimação III

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Amanhã é dia de IRS.
Tenho medo, tenho muito medo...


(Porque é que o nome "imposto" me dá náuseas???)

Garoto de Ipanema

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Hoje, pelas 4:50 tive de levantar o rabo da cama, vestir o que tinha depositado aos pés da mesma e ala que se faz tarde para o aeroporto. Noite escura, frio e chuva não eram as melhores condições para receber o meu Garoto, vindo de terras quentes. Nas nossas conversas ele dizia-me que a praia não era praia: era jacuzzi. Qualquer coisa como aguinha a 27 graus...
Lá chegou o voo mas ele nunca mais - relógio de mãe - saía cá para fora.
Mas saiu. Saiu, corremos um para o outro, abraços em câmara lenta e fiquei feliz.
Já comeu, dormiu e a normalidade reinstalou-se nesta casa: as I write, lá estão os manos a embirrar um com o outro, lá vai um empurrão, isso é meeeeeeu, ora toooooma. Tantas saudades que tinham um do outro e, ao fim de 10 minutos de meiguice, voltou o barulho, os guinchos.
Sinestesia ou não, às vezes penso nos meus dias de uma forma visual; e a única coisa que vejo é um electrocardiograma com registos de taquicardias e arritmias.
Mas estou muito contente: pelo menos são dias vivos!

Rosa Pomar > Oilily

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Não conheço a Rosa Pomar mas há anos que vejo o seu blog e o trabalho que faz.
Por portas e travessas chegou-me a notícia que a Oilily se tinha "inspirado" nos bonecos da Rosa. Não acredito em justiça popular, não gosto de fazer juízos sem conhecer a história toda mas há coisas que entram pelos olhos dentro. Mesmo que os olhos sejam flores.

Aqui fica um dos bonecos da Rosa:


Aqui está o boneco da Oilily:

E a história toda está aqui, na Ervilha Cor de Rosa.


2008 em 10 minutos

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Até pode ser que muitos de vós já tenham visto isto, mas eu só vi hoje e recomendo.
E reparem bem na foto do paramilitar chinês...

Inequação

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A casa está estranhamente calma e silenciosa. Não é que M. seja particularmente barulhento - nem X. especialmente caladito - mas M+X são capazes de encher umas boas centenas de metros quadrados com a sua presença. É exponencial....

Se M=1
e
X=2
então
M+X=6

É mais ou menos isso.

Asas

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M. está, neste momento, a voar por cima do Atlântico. Sozinho. Quer dizer, mais duzentos e tal marmanjos que eu não conheço de lado nenhum mas que o fazem parecer ainda mais só.

M., do alto dos seus nove anos, está a voar alto, sozinho, para o Brasil.

E eu, mãe, estou aqui, a vê-lo voar, com metade do coração nas mãos e a outra metade em mil pedacinhos que já devem ter sido varridos do chão do aeroporto.

Nunca mais são horas de receber um telefonema que diga "mãe, já cá estou, estou bem, quero dar-te um beijo".

Nunca mais são horas de o ir buscar ao aeroporto, de o abraçar outra vez e recolher, nos perdidos-e-achados, os bocadinhos que faltam ao meu coração.

Cataluña olé!

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